2030 está mais próximo do que eu imagino. E você, imagina? - Blog Lifelong Workers | Ressignificando o trabalho, a renda e a vida ao longo dela.
Nova geração pensando no futuro, garoto com uma bola sonhando sobre seu futuro profissional

2030 está mais próximo do que eu imagino. E você, imagina?

Alguns provavelmente pensarão: nem sei se estarei vivo ou como estarei em 3 meses, quiçá em 10 anos. E estes têm razão. O que não invalida a hipótese de já imaginarmos como estaremos em 2030 – já que a hipótese de chegarmos vivos até lá também é uma boa – ou não?

Isso ainda sem nem mencionar a crença de cada um, pois ela é muito individual.

Eu, por exemplo, como acredito que apenas o corpo físico falece, mas a consciência continua beeem viva, entendo que aconteça o que acontecer, melhor eu continuar trabalhando.

Especialmente no desafiador trabalho que temos de buscar cuidar de nossa própria evolução como seres vivos. Humanos, eu já não sei.

O que eu mesma teria a perder? Na dúvida, o que você mesmo teria a perder? Digamos que a “pior” resposta seja tempo.

Aaaah, o tempo. Esse danadinho. Quando tínhamos 7 anos parecia que levaria uma eternidade para chegarmos na adolescência, por volta dos 13.

Quando nos tornamos adultos, estamos com 34 e já dizemos por aí que estamos com quase 40. Vai entender. O tempo é mesmo muito relativo. Mas…

…Qual a importância de pensarmos em nosso futuro e agirmos desde já em torno do que imaginamos?

Conheço pessoas que dizem por aí que se preocupam mesmo é com o presente – especialmente algumas que parecem incomodadas com tantas discussões de futuros ao nosso redor.

Dizem que estamos cheios de problemas agora para resolver. Neste ponto do agora, eu vejo da mesma forma que elas.

Sobre não pensarmos em nosso futuro e sobre o legado que gostaríamos de deixar, mesmo que seja para apenas algumas poucas pessoas, me parece que é uma falta da devida compreensão sobre os conceitos de pensamento antecipatório e estudos sobre futuros.

Se nossos ancestrais tivessem pensado, refletido, compreendido e debatido com mais afinco e aprofundamento possíveis consequências de longo prazo sobre determinadas descobertas – inovações na época – será que suas decisões, tanto do ponto de vista de decisores no campo do trabalho como de seus impulsos de compra como consumidores, seriam as mesmas?

Será que hoje viveríamos este terror de que o planeta Terra pode literalmente colapsar em menos de 30 anos e com isso não termos onde morar? Todos nós! Independente de classe, etnia, religião.

Era uma época em que eram incentivados a pensar tanto sobre o futuro e agiam no presente deles, pensando do mundo que herdaríamos? Tudo me leva a crer que não, com raríssimas exceções.

Que tipo de ancestrais queremos ser?

Já pensava nessa ideia há algum tempo, até que me deparei com minha colega Rosa Alegria, futurista brasileira global que admiro muito e aprendo sempre, reforçando bastante esta reflexão.

Não estou aqui para buscar culpados, sabemos também que o acesso a informação, especialmente de qualidade, assim como a própria livre expressão de nosso ser e do que pensamos não era tão ampla e acessível como hoje em dia.

Os contextos eram outros, sem dúvida. Mas, uma vez que tomamos consciência disso, qual o nosso papel daqui em diante?

De 2020 para 2030. A minha, a sua, a nossa consciência. De hoje em diante.

Vale a pena ignorar a história, parte das consequências e continuar simplesmente repetindo os ciclos? Me refiro, neste caso, às consequências mais desastrosas para a humanidade em todos os sentidos.

No caso de nosso planeta, existem estudos vinculados à ONU que trazem que a partir de agora, 2020, a humanidade teria apenas 10 anos para reverter a situação. E o que você está fazendo agora em torno disso?

O assunto é sério e complexo, mas não podemos simplesmente ignorar. As gerações atuais carregariam em sua história o pior da irresponsabilidade e inércia. É isso que queremos?

Felizmente também observamos na história casos de grandes pensadores, líderes governamentais e humanitários que, compreendendo a importância de criarem futuros imaginados, colocaram ações em prática, assegurando-lhes um presente muito melhor para seus povos, comunidades, membros.

É o caso da Finlândia e Coreia do Sul em relação a educação, Israel e Singapura pela vertente do ambiente para negócios, por exemplo. Entre tantos outros casos bacanas mundialmente conhecidos.

Agora, precisamos tomar muito cuidado quando olhamos para passado para projetarmos futuros melhores e mais sustentáveis.

Não desmerecendo o que Singapura fez – quem sou eu! – mas apesar de um plano e execução admiráveis, moldaram todo o seu mindset para um sistema fortemente capitalista – o que nos dias atuais, já vem sendo a cada dia mais debatido por conta de suas consequências sistêmicas e reflexos de longo prazo.

Aqui é apenas um exemplo para elucidar como vislumbrarmos casos do passado para projetar futuros é algo que quem verdadeiramente entende de estudos sobre futuros e foresight (prospectiva), não recomenda que se faça. Aquela máxima de “o sucesso do passado não garante o sucesso no futuro”.

Já parou para refletir sobre a responsabilidade de cada um de nós nisso tudo? Quem não se conscientizar daqui em diante estará cada vez mais distante de um grupo de pessoas que só cresce mundo afora, conhecidos como os criativos culturais.

E este grupo tende a ser o grupo dominante da virada. Da renovação. Da ressignificação da Terra e do que significa sermos Seres Humanos nela. Ou você prefere ser… zumbi talvez? Eu não! Mas cada um na sua. A minha consciência já não me permiti esta opção há tempos.

E a imaginação no meio a tudo isso? Quantos cenários futuros você consegue imaginar?

Fecho o artigo de hoje com a indicação de um vídeo que adoro, do Amit Goswami, físico e ativista quântico que admiro muito e estudo. Percebam como e em que momento acontece a imaginação e a sutileza de termos que, as vezes, podem parecer os mesmos para alguns, mas que ele explica direitinho o encadeamento dos fatos.

Entre eles, a inspiração, a intenção, a intuição, a imaginação propriamente dita e os insights, que compõe os 7 I’s (+Incubação +Implementação). Os 7 I’s são os estágios de transformação os quais nos ajudam a manifestar nossas intenções e viver por um propósito maior e mais nobre.

Neste outro artigo, exploro isso um pouco mais, assim como habilidades e competências para Lifelong Workers.

É desta forma que também percebemos como podemos contribuir bastante na criação deste novo velho mundo. Pode deixar que cuidaremos de você, velhinho (mundo), velhinha (Terra).

E acreditamos que além dos que já conhecemos, vamos encontrar tantas outras pessoas que querem mais do que apenas uma boa intenção, querem verdadeiramente se colocar a serviço. Por mim, por você, por nós todos principalmente.

Afinal, #somostodosresponsáveis. Um brinde ao renascimento, um processo doloroso talvez, mas necessário e que nos eleva com o tempo. Espero estar viva para viver o que está por vir. Seja o que tiver que ser.

E você, o que tem imaginado – se é que tem – para a sua e a nossa vida em 2030?

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Veja a troca que tive o prazer de ser convidada pela Camile Just e então juntas fizemos uma Live no Instagram dela sobre “O Futuro do SEU trabalho”, onde apenas iniciamos esta lifelong talk… ; )


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