O que o intraempreendedorismo pode nos ensinar sobre autonomia profissional? - Blog Lifelong Workers | Ressignificando o trabalho, a renda e a vida ao longo dela.

O que o intraempreendedorismo pode nos ensinar sobre autonomia profissional?

Muito se fala em intraempreendedorismo, principalmente no contexto empresarial, onde é esperado dos colaboradores o nível de envolvimento ideal: aquele onde há a transformação de ideias em oportunidades levando o negócio ao sucesso absoluto. E o que o intraempreendedorismo ou empreendedorismo interno pode nos ensinar para o alcance da tão almejada autonomia profissional em tempos de crise?

 Muitas vezes desprezado por conta do título, o livro “Trabalhe 4 Horas por Semana” – escrito por Tim Ferriss em 2007, trouxe as bases de um novo modelo de negócio e de vida. Totalmente conectado com as tendências da Era Digital, o autor propõe uma grande mudança na forma como nos relacionamos com o trabalho. Ferriss traz a ideia de que devemos ter diversas fontes de renda ao longo da vida, em vez de depender de um único “pagador”. 

 A Era Digital e as tecnologias descentralizadoras estão causando grande impacto na forma em que vivemos e nos relacionamos – e o trabalho não ia escapar dessa revolução. Num breve olhar ao nosso redor, é fácil notarmos as transformações na forma de estudar, de se entreter, de se informar e de trabalhar.

 Vejamos: o aprendizado era restrito à sala de aula, onde éramos meros receptores de um único professor ou instituição; o entretenimento e a informação dependiam, até então, de grandes veículos produtores de conteúdo; o ideal de sucesso profissional era construir carreira em uma grande empresa. Com o advento da tecnologia, a mais básica dessas transformações é ter acesso ao aprendizado, ao entretenimento, à informação e, até mesmo, ao trabalho, de qualquer lugar.

transformação digital trouxe um sem-fim de fontes de aprendizado, possibilitando que qualquer indivíduo se transforme em um mentor ou produtor de conteúdo. Esse movimento não só democratizou o conhecimento de ferramentas de gestão e produtividade, até então restritas a grandes empresas, como provou que é possível ter qualidade de vida e trabalhar com prazer – o que influenciou diretamente na desconstrução da ideia de emprego e de carreira de sucesso.

Sem emprego e nem uma única fonte de renda, o que, afinal, vamos fazer? 

Eu sei que é bem difícil e para muitas pessoas até impossível imaginar o fim dos empregos, mas a dificuldade de se recolocar no mercado não é só fruto de crise econômica, financeira ou de preconceitos do mercado. Tem muito das mudanças trazidas pela Era Digital aí. Pensando agora no cenário de crise pós-covid-19 com número recorde de desemprego, parece que vai ficar cada vez mais raro dizer a frase “eu tenho um emprego”.

“Se, por um lado falta emprego, por outro lado, trabalho já não falta e muito mais trabalho surgirá ao longo da reconstrução econômica pós-covid-19.”

Então, é isso que faremos: trabalhar de forma autônoma usando nossas competências e habilidades. Um tipo de intra-empreendedorismo, porém com muito mais alma.

E, como seres múltiplos, não vamos nos resumir a só uma área de atuação. Isso nos leva às diversas fontes de renda que comentei no começo deste texto. Fontes de renda diferentes em um mesmo espaço de tempo – a própria figura jurídica do Microempreendedor Individual traz luz a essa tendência: é possível registrar até 15 atividades diferentes dentro do mesmo CNPJ; e também ao longo do tempo.

O intraempreendedorismo como ferramenta nessa nova era

Terry Kozlyk, um dos grandes estudiosos do chamado “Innerpreneurship” na atualidade, explica que os intraempreendedores usam suas singularidades para “encontrar realização e crescimento pessoal, criativa, espiritual, emocional… E criar mudanças sociais”. As principais características dos empreendedores são: acreditar que se deve fazer o que é e o que ama; ver um mundo diferente, deixar que seus valores e sua paixão guiem sua vida; tornar as coisas diferentes para melhorar o mundo; foco na carreira com períodos de reflexão. 

Portanto, ao contrário do que muito se propaga, em relação ao extermínio do trabalho por culpa da digitalização, é exatamente essa transformação que nos possibilitará atuar como seres integrais, em nossos trabalhos. Pela primeira vez em muito tempo, somos estimulados e provocados a olhar para dentro e buscarmos em nossa essência a nossa ocupação e, por consequência, a forma que vamos transformar o mundo e gerar renda.

O que fazemos hoje não é necessariamente o que faremos daqui a dez anos. Eu, que levo cinco anos longe da CLT, já tenho bem clara essa visão e experiência: comecei a trabalhar por conta própria prestando serviços remotos, dei consultorias sobre experiência do cliente, mentorias para empreendedores, criei meu curso online (que se transformou em uma empresa), fundei e sou CEO de uma plataforma e dou mentorias de empreendedorismo digital. Nesse caminho me apaixonei por desenvolvimento pessoal e autoconhecimento. 

O que estarei fazendo em 2030? Como Lifelong Worker, intra-empreendendo?

 Tenho uma vaga ideia, mas, seguramente, vou me surpreender no caminho. Se isso é muito distante da sua realidade, trago um exemplo mais próximo: a natureza. Moro em apartamento, portanto, minha observação mais próxima da natureza em minha volta é por minhas plantas. Nesses cinco anos de trabalho por conta própria em formato home-office, aprendi muito cuidando do meu pequeno mundo verde. 

O movimentos das plantas, além de cíclicos, ocorrem de forma natural pelo instinto de sobrevivência. Aquele galho que se estica para alcançar o sol, ou aquela raiz de árvore que chega a explodir a calçada para se desenvolver, nos revelam que dentro de cada um de nós há o entusiasmo que precisamos para nos adaptar às mais diversas situações.

 Na Era Digital, com nossa carreira e fontes de renda, temos de pensar e agir da mesma forma que as plantas. Entrar nesse fluxo de colocar nossas habilidades à disposição do mundo e caminhar de acordo com as respostas. Com resiliência, criatividade, estratégia e preparação, vamos garantir nossa sustentabilidade financeira ao longo da vida! 

E você, consegue se reimaginar nesse novo cenário? 

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Leia também: 10 dicas para iniciar um plano de transição de carreira ou de vida

Fontes:

http://www.opet.com.br/faculdade/revista-cc-adm/pdf/n3/A-INFLUENCIA-DO-EMPREENDEDORISMO-INTERNO-NA-PRESTACAO-DE-SERVICOS.pdf

https://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2019/04/04/transformacao-digital-o-mundo-nao-e-mais-como-era-antigamente.html

https://epocanegocios.globo.com/colunas/Novos-tempos/noticia/2019/02/o-melhor-da-tecnologia-e-gerar-transformacao-social.html

https://redes.moderna.com.br/2018/03/05/desconstrucao-do-trabalho/

https://administradores.com.br/artigos/a-desconstrucao-de-tudo-o-que-te-ensinaram-sobre-uma-carreira-de-sucesso

https://ezinearticles.com/?INNERpreneurship—The-Rise-of-Self-Destiny&id=8155616

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