Novos modelos de atuação no mercado de trabalho: Você, Líder – de si e de sua vida

Empreender ou trabalhar para alguém ou alguma organização? Atuar como profissional liberal, autônomo(a) ou buscar sócios e parceiros? Ao me dedicar a um único projeto ou empresa, melhor atuar como CLT ou como PJ? Existem outras formas de atuação profissional em que eu possa de fato exercer o meu melhor e atuar com um grupo de pessoas que me complementem, sem depender de ter que montar equipe e gerenciar toda essa turma ou não me tornar refém do RH – que parece não compreender boa parte de minhas ideias em torno de trabalho em equipes de alta performance felizes e unidas!?! Acredite, não é fácil equilibrar bem este resultado.

Bom, em minhas pesquisas nos últimos anos venho buscando compreender esta dinâmica toda e mais do que apenas estudar, pesquisar profundamente, senti uma tremenda necessidade de ir colocando em prática tantas coisas incríveis as quais me deparava e ainda me deparo. E lógico, não precisou muito tempo para que eu descobrisse que teoria e prática são mesmo dois mundos distintos.

Não existe fórmula pronta, secreta. As variáveis são sempre diferentes.
Eu mesma quis acreditar nisso por um tempo, afinal, se outra pessoa já testou, por que não funcionaria comigo se eu fizesse tudo direitinho? Não soa bem? Bom, bem eu não sei. Mas que soa fácil, sim.

A boa receita só é encontrada ao alinharmos estes dois mundos – o da teoria e o da prática – chegando-se a um caminho do meio, um caminho muito particular de cada um. Apenas a dedicação a cada um destes mundos, especialmente de forma simultânea e sistemática, nos ajuda a encontrar as respostas que buscamos. A teoria apoia e retroalimenta a prática e vice-versa. Não existe fórmula secreta se não a que você mesmo(a) cria. Que jamais funcionará para outra pessoa, já que tantas outras variáveis serão diferentes.

Agora, tem aspectos que noto que são recorrentes em diversas pessoas que admiro e que já estão plenamente antenadas com o novo mundo. Me inspiro nelas e por isso busco também há algum tempo me desenvolver em tais competências, habilidades e trazer isso para minhas atitudes diárias – e todas elas vêm me transformando bastante nos últimos anos, acredito que para uma pessoa melhor. Isso não tem nada a ver com receita pronta, está mais para plantar as suas mudinhas e cuidar bem, por um bom tempo, para ter mais chances de vê-las florescerem, darem frutos um dia.

Por isso, preparei esta seleção abaixo para qualquer pessoa que esteja pensando sobre: o que será de mim, da minha profissão, do meu emprego, do meu negócio daqui em diante? De você e tudo isso, realmente eu não sei. Mas fica uma dica: se anda pensando coisas desse tipo, na minha humilde opinião, o melhor a fazer agora é compreender que cada um de nós temos que nos tornar líderes de nós mesmos. A minha humilde opinião não é pautada em achismos, é pura intuição. Felizmente, a física quântica já explica isso. Aquele vídeo que indiquei no artigo “2030 está mais próximo do que eu imagino – e você, imagina?”, do Amit Goswami, já é um bom ponto de partida.

Agora, bora prá lista?

Habilidades diferenciadas, competências do século: no que me desenvolver ainda mais?

Bom, por pesquisar muito ao longo dos meus últimos 6 anos sobre o futuro do trabalho, dando ainda mais atenção para o futuro da geração de renda por cada indivíduo na sociedade, listei algumas das competências e habilidades que ao meu olhar julgo extremamente relevantes para hoje e mais ainda para o que está por vir até 2030. Alguns afirmam que parte delas são competências para o novo século. Para o século eu não teria tanta certeza, mas para as próximas duas décadas, fico muito mais a vontade para defender – sim, meu feeling que compartilho com você.

Não é uma previsão – quem atua seriamente com futuros não os preveem, apenas os imaginam e ajudam em suas construções. Com técnicas e muitos estudos aprofundados, lógico.

São estas:

Criatividade: vá além do básico. Existem muitos novos estudos a respeito.

Vem da capacidade da imaginação. E qualquer um tem ou pode aprimorar essa capacidade. Para alguns, pode parecer esquisito o que vou dizer agora, mas confiem! Isso tem tudo a ver com física quântica. E é algo extremamente potente. Indico a leitura do livro Consciência Quântica, de Amit Goswami. Mas aqui tem um vídeo dele que já resume bem a ideia, especialmente a partir do 4º minuto.

Pensamento Antecipatório: gera um tremendo aumento de sua resiliência. E resiliência gera longevidade.

O homem é o único animal capaz de antever e com isso, planejar. O que alguns animais fazem, que pode parecer que estão planejando, nada mais é do que instinto. Este tipo de pensamento nos ajuda a planejar situações as quais temos melhores condições de sobrevivermos “bem” delas, mesmo que não queiramos vivenciá-las, como um incêndio por exemplo ou estarmos perdidos na selva. Esta habilidade bem desenvolvida será um dos grandes diferenciais não apenas para a década, mas para o restante do século inteiro. Uma pessoa bem treinada em relação a isso tende a não recair no que alguns especialistas chamam de ansiedade antecipatória, que diferentemente do pensamento, é algo que precisamos nos tratar.

Pensamento Sistêmico: atenção ao se especializar demais. Tem prós, sem dúvida. Mas também, pontos de atenção.

Você pode até ser um(a) super, mega, blaster, pica das galáxias – ou um(a) PHd – em algum assunto. Mas tudo isso na compreensão profunda de uma ou duas áreas de conhecimento talvez. Que sim, será algo que permanecerá como válido para o novo mundo. Desde que você compreenda que tudo isso não valerá muito se não tem colegas de várias outras áreas e setores por perto e que você mantenha uma boa relação com eles e reconhecimento de seus saberes.

Por ora, mantenha em mente o seguinte: não existe verdade absoluta, a não ser a de um Ser ou Algo muito maior que o universo. Diversas teses científicas têm sido desconstruídas ano após ano, geralmente por conta de alguma outra tese. Elas nos são úteis, sem dúvida. Mas tomemos cuidado para não nos tornarmos míopes, ignorantes de nós mesmos. Cuidemos de nossos egos inclusive. #ficaadica. Outra dica simples: não precisa se tornar especialista no assunto, mas se entender minimamente sobre ele, já é um grande avanço! ; )

Resolução de problemas complexos: muitas crianças já estão proporcionalmente melhores neste ponto do que boa parte dos adultos. E em breve, estarão no mercado de trabalho.

Isso é mesmo complexo. Felizmente algumas escolas no mundo já estão trabalhando fortemente nisso, buscando desenvolver esta tão importante habilidade desde a infância. Deixarei para explorar isto em outro artigo, mas aqui já dá para começar a compreender um pouco do que se trata: gosto muito da abordagem conhecida por Cynefin, criada por David Snowden. Neste vídeo, ele explica o que significa sistemas complexos, diferenciando-os do que é simples, complicado e caótico.

Para começarmos a desenvolver esta habilidade – só começarmos, mas já é um passo – precisamos nos tornar pesquisadores por natureza e ao mesmo tempo, focar muito mais na solução dos problemas e muito menos em discutir o problema, que pode ser quase interminável. Demanda inteligência coletiva. Amo! E escolhi trabalhar com ela diariamente na minha vida, graças as redes as quais faço parte hoje. Complexo? Sim? Possível? Super! Prazeroso? Muito, ao menos para mim. A satisfação de se chegar a uma solução de um problema complexo por meio da colaboração real entre pessoas e observar os resultados em que tudo isso resulta é um dos maiores presentes da vida. Bom, minha opinião. Adoraria ouvir a sua, se quiser contar! : )

Ser Humano Omnichannel: apesar de realidades e percepções distintas, vivemos todos no MESMO mundo.

Essa “habilidade” ou “competência” eu acabei de inventar, digo, o termo. Me refiro aqui a cada um de nós assegurarmos que por estarmos em 2020 e á diante, zelamos por um vocabulário e compreensão do novo mundo. E o novo mundo não é dividido entre físico e digital, como algumas gerações um pouco mais velhas tendem a acreditar. Já vivemos num mundo compreendido como único e os nativos digitais compreendem muito bem isso. O que não significa que se eu sou nascida antes de 1980, ou seja, não sou uma nativa digital “por corte de ano” não possa me esforçar para entender essa lógica, tão presente em nosso dia-a-dia.

E onde encontro espaço para exercer estas competências e habilidades do século?

Em meu próximo artigo, trarei vertentes mais relacionadas com possíveis rotas para se entender cada vez melhor com tudo isso.

Por ora, o mais necessário mesmo é que um maior número de pessoas compreenda questões básicas e essenciais por trás de estudos sobre futuros e aplique-as em seu dia-a-dia. Em prol de nossas próprias sustentabilidades financeiras inclusive. Afinal, não basta termos que ser lifelong learners. Também precisamos nos tornar cada vez mais lifelong workers. E felizes com isso. Porque para ser penoso, já basta a história e modelagem de trabalho que vivemos de forma ainda predominante em nossa sociedade. Mas que felizmente, mais do que nunca, chegou a hora de revertermos este quadro e suas negativas consequências.

Por uma vida melhor, mais plena, mais livre e mais feliz – o que demanda trabalho e responsabilidade!

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