Uma das soft skills mais desafiadoras para trabalho em equipe: Empatia - Blog Lifelong Workers | Ressignificando o trabalho, a renda e a vida ao longo dela.

Uma das soft skills mais desafiadoras para trabalho em equipe: Empatia

Sabemos que uma das soft skills mais valorizadas nessa nova era é colocar-se no lugar do outro e isso significa ter empatia. Ao construirmos nossas relações, sejam elas no campo profissional ou pessoal, muitas vezes agimos sem nos preocuparmos sobre como certas atitudes podem impactar a vida do outro.

Uma das explicações para isso vem da neurociência: diariamente nosso cérebro precisa lidar com milhares de informações, e para dar conta de tudo, ele cria padrões em forma de atalhos, para que possa reconhecê-los de maneira mais rápida. É o que chamamos de piloto automático.

A questão é que esses atalhos são na maioria das vezes tendenciosos, já que são constituídos à partir de nossas experiências, educação e aprendizados, formando o sistema de crenças e valores que define nossos comportamentos.

Baseados em estereótipos e preconceitos que formamos acerca da percepção que temos sobre alguém, isso pode nos levar a um pré julgamento sem percebermos: são os nossos vieses inconscientes entrando em ação.

Portanto, não sinta culpa: todos nós possuímos vieses inconscientes que levaremos para os ambientes relacionais.

Impactos no trabalho em equipe e em nossas relações: empatia não combina com pré-julgamentos!

Em algum momento, todos nós julgaremos – e seremos julgados – isso é um fato. Tomar consciência disso é importante para não cairmos na armadilha de pensar: eu não tenho pré-conceitos! Afinal, é fácil pensar que os outros sempre pré-julgam, o difícil é reconhecer que também fazemos isso com mais frequência do que temos consciência e por vezes até mesmo gostaríamos.

Para que possamos desenvolver esta soft skill da empatia, reconhecer e aceitar é o primeiro passo. Só assim é possível iniciar a desconstrução do hábito do pré-julgamento.

Sobretudo quando se trata de trabalho em equipe, um dos efeitos negativos do pré julgamento é que eles minam o campo da livre interação, já que temos uma tendência natural de nos aproximarmos das pessoas que pensam de forma semelhante à nossa, criando uma conexão mais imediata.

E com o tempo, vamos criando redes de contatos de primeiro grau que não nos desafiam a sairmos de nosso próprio status quo. Ao não termos esse desafio quase que diariamente, como podemos falar e defender que “as pessoas” precisam ser mais empáticas umas com as outras? As pessoas, não nós. Percebam: 

“Muitas pessoas que dizem isso estão verdadeiramente dispostas a interagir com quem pensa diferente delas?”

O problema é que, de forma também inconsciente, temos a tendência contrária de nos afastarmos de pessoas que pensam e agem de forma diferente à nossa, o que pode gerar uma escassez de ideias que poderiam levar a um resultado positivo para todo o grupo e especialmente, ao mundo. 

Como desenvolver esta soft skill, a tal da empatia?

Uma das maneiras para exercitar livrar-se cada vez mais de pré julgamentos é se abrir para novas experiências, se permitindo quebrar alguns paradigmas ao criar novas formas de enxergar determinada situação pelas lentes do outro.

Você não precisa concordar com a pessoa e suas decisões e atitudes. Mas seria bom esforçar-se para minimamente, entendê-la. Essa atitude positiva pode espelhar no grupo, fazendo com que todos convivam melhor, expandindo a criatividade por meio da livre manifestação de ideias. 

Ou seja, o trabalho em equipe por si só já tende a ser mais leve, com clima mais descontraído e com as pessoas se sentindo mais aceitas e pertencentes. Deste ponto em diante, muitas outras coisas melhoram no ambiente de trabalho e negócios.

Em tempos tão incertos, ambíguo e complexo, precisamos aprender a nos colocar no lugar dos outros, conscientes de que cada parte envolvida no processo pode ter percepções, valores e visões totalmente diferentes da sua.

Neste sentido, é preciso mais do que desenvolver uma simples ideia de empatia. A empatia precisa ser multifocal, evitando pré julgar as pessoas de maneira limitada e tendenciosa.

Fácil? Não. Possível? Sim. Necessário? Muito.

Para que possamos ressignificar nosso trabalho, a nossa renda e toda a nossa vida ao longo dela, desenvolver esta importante soft skill muda todo o campo. E quem já se propõe a fazer isso sabe bem do que estamos falando. 

E você, em que ponto de evolução está nesta questão? O quão apurada anda sua auto-percepção? Nos conte com toda a sua sinceridade! Topa? Só deixar aí nos comentários!

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