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Vivendo nas novas economias da dádiva e do amor

Para sair dessa economia tradicional baseada na dívida e passar a viver em novas economias, como a economia da dádiva, se faz necessário expandir o nosso “sentir”.

Precisamos sair de uma atitude e visão EGOcêntrica onde pensamos somente no nosso bem-estar e termos um olhar e visão sistêmica, (do ecossistema) mais  eCO.cêntrica, com o foco no bem-viver de todos os seres do planeta.  

Também se faz necessário lembrar que somos advindos de uma economia baseada no capitalismo, ou seja, uma economia baseada em bens materiais. Nela, o dinheiro (e o lucro) ainda estão no centro das relações.

No capitalismo, tal qual é hoje, a grande maioria das pessoas ainda valoriza somente os tangíveis (tudo aquilo que se consome com o uso). E isso faz com que o foco esteja na escassez, na competição, promovendo a famosa lei da oferta e da procura, excluindo pessoas.

Ou seja, acaba por não gerar “acesso” às pessoas desprovidas de recursos financeiros, deixando-as sem os recursos básicos, incutindo-as ao medo em vez de ao amor, escassez em vez de abundância, fazendo-lhes viver uma vida na base de dívidas. Em vez de dádivas.

Já as novas economias que contemplam as dádivas, focam em bens imateriais e intangíveis, que são todos aqueles que se multiplicam com o uso. Como os nossos saberes, conhecimentos, experiências, habilidades, nossa rede de conexões, aglutinando todos os nossos contatos e relacionamentos, promovendo a colaboração e a inclusão.

Elas nos tiram de um pensamento do “possuir para o usar” , “da posse para o acesso”,  gerando acessibilidade por meio de recursos e patrimônios advindos das dimensões da sustentabilidade – cultural, social, ambiental e multivalores.     

E se…as novas economias da dádiva baseadas no cuidar, no ser.vir e no amor fossem “mensuradas” ?

Como seria um mundo em que novas economias medem o sucesso ao colocar o amor no centro de como medimos a viabilidade econômica? 

Esse é o futuro desejável da ativista, futurista e economista Hazel Henderson, idealizadora da economia do amor ou love economy.   

“A economia do amor  leva em conta atividades realizadas na vizinhança, na vida comunitária, como cuidar dos idosos e das crianças no ambiente familiar, por exemplo. São atividades vitais, mas que não são remuneradas e tampouco entram no cálculo das contas nacionais.

É daí, porém, que virão as novas fontes de trabalho. Felizmente, alguns já têm consciência dessa mudança. Mas precisamos ampliar, disseminar muito mais essa ideia para que uma verdadeira transformação seja mesmo viável.

Acredito também que estamos no fim da era do dinheiro. Hoje, podemos fazer negócios puramente baseados em informação. “A informação é a moeda mundial mais valiosa.” – defende Hazel. 

Hazel utilizou a imagem de um bolo para exemplificar a sua visão de como sairmos de uma economia da dívida para a dádiva e mensuramos o amor por meio das nossas relações.

Fonte da imagem em português: Es Hoje. Fonte da imagem original: Site da Hazel Henderson.

Imagine que a economia é um bolo, metade é monetizado, há circulação de moedas. Na outra metade não. A metade monetizada fica no topo e se divide em 3 partes. Vamos então entender as características de cada parte deste bolo?

Economia do amor representada por Hazel Henderson num formato de bolo

A primeira parte é da economia privada que contempla os empreendedores e criativos. Estes, estão apoiados na segunda camada representada pelo setor público, que é sustentado pelos impostos e toda a infraestrutura e bens coletivos. E a terceira camada é a do mercado que circula dinheiro de uma maneira informal.    

A segunda metade do bolo se divide em duas partes: A parte de cima é a economia do amor que abraça todos os trabalhos não remunerados, movido pela cooperação e solidariedade, como o voluntariado, serviços domésticos, educação dos filhos ou assistência aos idosos.

Segundo Hazel, esta economia do amor representa cerca de 50% de todo o trabalho produtivo realizado em qualquer sociedade, chegando mesmo a 65% em países em desenvolvimento. 

E na parte de baixo, a base do bolo está a economia da natureza, com todo o potencial dos seus recursos naturais. Que é a base para todas as outras vidas existirem. 

Hazel defende, há 30 anos, que é preciso considerar estas duas últimas camadas para a avaliação da riqueza e progresso de um país. Basear as decisões políticas em indicadores econômicos que apenas consideram o topo do bolo é, para ela, limitador.

A economia do amor pressupõe que alguém dá amor para outra pessoa receber, e aí nos faz lembrar que não estamos sozinhos e que dependemos uns dos outros por isso a importância de sermos eCO.cêntricos. Afinal estamos todos inseridos e fazemos parte do mesmo eCOssistema.

E por tudo isso, acreditamos que as novas economias baseadas no amor, no acesso, no compartilhamento, na colaboração, na confiança e no cuidado são a chave para sairmos de um modelo de economia com foco no dinheiro que gera dívida, para uma  economia onde as moedas se tornam dádivas. 

Novas economias baseadas no cuidado

Em vez de perguntar “O que você faz?”, a típica pergunta que fazemos ao conhecermos alguém, a futurista Lala Deheinzelin – que cuida de futuros -acredita que utilizaremos em breve uma outra pergunta ao nos apresentarmos para o mundo: “Você cuida de quê?“.

“O consumir é finito, mas o cuidar é infinito. Por isso não será possível pensar no futuro do trabalho sem pensar no cuidar. Quanto mais sua carreira estiver focada no social, no relacional, maior sua chance de sucesso profissional.”      

Lala Deheinzelin

E aqui uma super pista – ou mais do que isso – um bilhete de ouro, seu passaporte para o seu  futuro desejável! Estamos falando de amor, então te convidamos neste momento, a sentir o pulsar do seu coração.

Faça algumas respirações profundas, respirando através do coração. Se preferir, coloque uma de suas mãos em cima do seu peito. E agora pergunte para ele e sinta para o que você veio a este mundo? O que você quer cuidar no mundo? 

A partir desse sentir e pulsar, você terá em mãos uma bússola que te guiará e irá te orientar nessa  cocriação, para que você possa, através do seu Ser.vir, entregar todas as suas dádivas e então possa transformar e impactar positivamente o mundo e todos os seres deste planeta através da economia do amor.  

Isso é muito lifelong workers. Isso é muito freeworkers. ; )

 “O mundo precisa daquele presente especial que só você tem”.

 Marie Forleo 

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O propósito da Lifelong Workers é ressignificar a nossa relação com nosso trabalho, rendas e uma vida integral ao longo dela. <3

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